Os Pilares da Terra de Ken Follet

                                                                             
                                              
                                                                     
                                                                                                                                                                    

   Desde "O Nome da Rosa" de Umberto Eco, publicado em 1980, que um livro não gerava um consenso tão grande à sua volta. Aclamado pelos critícos literários de todo o mundo e considerado desde logo um clássico  da literatura universal, nomeadamente na sua vertente de romance histórico, o livro de Eco foi um dos grandes sucessos literários do final do século XX.
   Publicado em 1989, "The Pillars of the Earth" (Os Pilares da Terra), romance histórico escrito por Ken Follet viria a redefinir o género de formas nunca antes vistas e trazer o seu autor, mais conhecido por escrever livros de guerra como "Chave para Rebecca", "Vôo Final" ou "Noite sobre as Águas"; thrillers como "O Homem de SamPetersburgo", "O Vale dos Cinco Leões", "Contagem Decrescente", "O Terceiro Gémeo" ou "A Ameaça", para a ribalta.
   A acção de "Os Pilares da Terra" passa-se em meados do século XII,  gira á volta da construção de uma Catedral na cidade de Kingsbridge, Inglaterra, num período que ficou conhecido como Anarquia e que vai desde o afundamento do "White Ship", no Canal da Mancha, ocorrido em 25 de Novembro de 1120 por causas desconhecidas e onde morreram William Adelin, filho legítimo do rei Henry I de Inglaterra e sua corte, até à tentativa de assassinato de Thomas Beckett, Arcebispo da Cantuária.
   Se por um lado seguimos o desenvolvimento da arquitectura gótica para fora da antiga arquitectura românica pela mão de Tom Builder, o Pedreiro que se propõe levar a cabo a tarefa quase impossível de erguer a Catedral, por outro gravitam a ambição religiosa, a intriga social e a luta pelo poder, tendo tudo como pano de fundo acontecimentos históricos verdadeiros.

   Ambientado durante o reinado do Rei Stephen, "Os Pilares da Terra" traça uma rica tapeçaria de intrigas e conspirações e onde explora temas tão diversos como arquitectura medieval, guerra civil, conflitos religiosos e a inevitável ambição política e envolve-nos de tal maneira, transportando-nos para os cenários da acção, que é muito dificil largá-lo. A fabulosa galeria de personagens, principais e secundárias, que vão desde o já citado Tom Builder até ao astucioso e ambicioso bispo Waleran Bigod que não olhará a meios para atingir os seus fins, passando por Ellen, considerado uma bruxa, vive na floresta com o seu filho e guarda um segredo terrível, Aliena e seu irmão Richard filhos do Conde de Shiring, William Hamleigh um sádico e obcecado por Aliena, o Prior Philip, homem bondoso e dedicado á missão de deus, só quer ver Knightsbridge desenvolver-se, é tão bem desenvolvida, as suas accções estão tão bem delineadas, a própria história está tão bem elaborada que, apesar das suas mais de 800 páginas, o livro nunca perde interesse nem se torna monótono.




                                                                                                             


"Os Pilares da Terra" tornou-se o livro mais vendido de Ken Follet, conheceu sucessivas edições. Em portugal foi editado em 1991 numa única edição que rapidamente desapareceu de circulação e onde esteve esgotado até 2007. Graças à mini-série realizada em 2010 para televisão, o livro voltou aos tops e alcançou um novo  público. Em 2003, através dum inquérito, foi considerado na Inglaterra "O Livro mais apreciado pelos leitores".

Sequela literária de "os Pilares da Terra"
   Em Outubro de 2007, Ken Follet escreveu  uma sequela intitulada "A World without End" (Um Mundo sem Fim), cuja acção se passa cerca de 200 anos depois do livro original em Knightsbridge e que foi um sucesso de vendas (através da internet) ainda antes de ser lançado.



Nota: Todas as imagens e vídeos deste texto foram retirados da Internet

Comentários

  1. Pois o livro ainda não tive oportunidade de ler, mas a série é de facto espectacular, quer a nível de realização, quer de reconstituição histórica, quer de interpretações. Um abraço.

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