Isaac Asimov


   Considerado um dos "três grandes da Ficção Cientifica" juntamente com Arthur C. Clarke e Robert A. Heinlein, Isaac Asimov, se fosse vivo, teria 91 anos e a "Fundação", a sua obra mais famosa, faz uns respeitáveis 60 anos.
   A série conta-nos a história de Hari Seldon, matemático que, ao longo de toda a sua vida, se dedica ao estudo e desenvolvimento da Psico-História, um misto de Sociologia e Matemática que, utilizando equações matemáticas complexas, consegue prever o futuro em larga escala. Utilizando esta ciência, Seldon prevê a queda  eminente do Império Galáctico (constituido por mais de 40 milhões de planetas, dos quais Trantor é a capital), seguindo-se um período de barbárie de 30.000 anos antes que um Segundo grande Império surja. A Psico-História também prevê uma alternativa em que o período negro é reduzido para apenas 1000 anos. Para que o conhecimento científico não se perca durante o período das trevas, Seldon tem a ideia de criar duas Fundações em locais opostos da galáxia.
   A série é mais conhecida como "A Trilogia da Fundação", que inclui os livros "Foundation"(Fundação), "Foundation and Empire" (Fundação e Império) e "Second Foundation" (Segunda Fundação). O termo "Série Fundação"é mais usado se quisermos incluir a série "Robots" e   a  série "Império", que se passam no mesmo universo, mas em épocas diferentes. No total são quinze volumes e dezenas de pequenas histórias.
   "Fundação" era originalmente uma série de oito contos publicados na "Astounding "Magazine" entre Maio de 1942 e Janeiro de 1950 e, segundo Asimov, a premisa é baseada em ideias retiradas do livro de Edward Gibbon "History of the Decline and Fall of  the Roman Empire" (História do Declinío e Queda do Império Romano), mas também tem reminiscências biblícas (a aparição do Mula é disso o melhor exemplo) e foi sendo inventada espontâneamente numa tentativa para conhecer o grande editor John W.Campbell.
   As quatro primeiras histórias, juntamente com uma nova que se passava antes das outras quatro, foram publicadas num único volume, em 1951, intitulado "Foundation" (Fundação). As restantes foram publicadas aos pares, respectivamente em "Foundation and Empire" (Fundação e Império) em 1952 e "Second Foundation" (Segunda Fundação) em 1953, resultando na chamada "Trilogia da Fundação" e foi com esta designação que a série foi conhecida durante décadas e também com a qual ganhou, em 1966, o prémio Hugo (espécie de Oscar para a literatura) de "Melhor Série de Todos os Tempos".
   Em 1981, depois de anos a negar, mas pressionado pelos seus editores, Asimov volta ao universo da fundação e escreve um quarto volume intitulado "Foundation's Edge" ( Para Além da Fundação) editado em 1982 e que ganharia os prémios Hugo e Nébula para melhor Livro do Ano. Quatro anos depois surgiu "Foundation and Earth" (Fundação e Terra), seguido dois anos depois, em 1988, pela primeira das prequelas que escreveu para a série, "Prelude to Foundation" (Prelúdio à Fundação) foi um enorme sucesso de vendas o que o encorajou a continuar a série.
   Em 1993, após a morte de Isaac Asimov (ocorrida em Abril de 1992), "Forward the Foundation" ( Memória para um Império Futuro), a segunda sequela de "A Fundação", foi editada e recebida com grande pesar pela comunidade cientifica, mais por ter sido o último livro escrito por Asimov, do que pertencer á série que o tornou famoso e um dos maiores escritores de todos os tempos.
   Depois da morte do escritor, Janet Asimov e os seus Herdeiros, autorizaram a publicação de  novas histórias de "A Fundação" e que acabaram por resultar no que se chamou "A Trilogia da Segunda Fundação" escrita por três autores distintos mas todos apreciadores da obra de Asimov: "Foundation's Fear" (Fundação: O Medo ), escrita por Gregory Benford que, cronologicamente, se situa entre os dois primeiros capítulos  de "Memória para um Império Futuro"; "Foundation and Chaos" (Fundação: O Caos) escrita por Greg Bear e que se passa no mesmo período que o primeiro capítulo de "A Fundação"; "Foundation's Triumph" (Fundação: O Triunfo), escrita por David Brin cuja acção se passa logo a seguir à gravação das memórias holográficas para a Fundação e ata pequenas pontas soltas.
   No epilogo do terceiro volume da Trilogia da Segunda Fundação, David Brin diz que a história da Fundação ainda não está terminada e deixa entreaberta uma porta para outros possíveis livros...se virão a existir ou não, só o tempo o dirá.


Nota: Todas as imagens que ilustram o texto foram retiradas da Internet

Comentários

  1. É sempre bom poder aprender mais alguma coisa sobre Isaac Asimov, até porque no domínio da ficção científica não é dos escritores que mais tenha lido. Esse texto tem pleo menos uma grande virtude: aguça-nos a curiosidade. Um abraço.

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